INSTITUTO INER VISITA SEDE DA ARCELORMITTAL


A ArcelorMittal, empresa parceira na aquisição de todo material ferroso do projeto Desmanchecar integrante do sistema INER de resíduos sólidos nos deu a honra de ser recebidos em uma de suas unidades para mostrar a nosso departamento técnico a forma em que recebe e que dá o primeiro traimento aos resíduos (sucatas) adquiridos no mercado brasileiro.



Nosso departamento técnico ficou estarrecido com a forma em que chegam até a base da ArcelorMittal os resíduos e também com a quantidade imensa de rejeitos que são gerados depois de serem os mesmos triturados.


Geladeiras, fogões, plásticos, pneus, pedaços de madeira, lã de vidro, terra e etc que após triturados são excluídos do processo como rejeito e destinados a aterros sanitários, aterros estes que dentro da nova realidade sendo inserida no Brasil pelo sistema INER de resíduos sólidos, não mais existirá já que nossa meta é reaproveitar 100% dos resíduos sólidos em todo território nacional.


As 54 (cinquenta e quatro) sedes das cooperativas denominadas Desmanchecar, irão fornecer para a ArcelorMittal um aço limpo e totalmente separado de outras riquezas que no processo atual acabam sendo destruídas e transformadas em uma borra sem qualquer valor comercial no mercado e que ainda trazem de certa forma um prejuízo para o meio ambiente.



Além do prejuízo ao meio ambiente referidos rejeitos geram despesas para seu descarte quando na realidade os plásticos porem retornar para sua cadeia natural, fato que também ocorre com borrachas, vidros e outras riquezas que sendo separadas possibilitam seu reaproveitamento.


É exatamente isto que a cooperativa Desmanchecar faz, ou seja, o processo inverso da fabricação do veículo, com a criação de uma linha de desmontagem, tudo é separado de acordo com a categoria e transformado em matéria prima, sendo certo que aquelas que são consideradas rejeitos, são trituradas e enviadas para nossa unidade de fabricação de CDR e transformadas em briquetes.


Nos últimos anos, o tema sustentabilidade ganhou destaque, mas, além da latinha de alumínio, do papel, do vidro e outros materiais, o que pouca gente lembra é da reciclagem da sucata de obsolescência, aquele ferro-velho produzido pelo consumo cotidiano encontrado na lata de veículos, peças de metal e outros utensílios domésticos que caíram em desuso.


São estes produtos que mantêm parte de um mercado com cerca de 5,4 mil empresas atacadistas no país, sendo 45% no estado de São Paulo. Uma cadeia produtiva que movimenta milhões de reais por ano, agregando desde o pequeno catador até os grandes e tradicionais ferros-velhos responsáveis pelo processamento final da sucata antes de enviar para a indústria siderúrgica como insumo na produção de aço.


Com a chegada do Sistema INER de resíduos sólidos e a verdadeira profissionalização do sistema estamos aproximando o comprador final dos materiais ferrosos de um mercado totalmente organizado o que se pode considerar uma verdadeira mudança de paradigma e com isto lucramos todos, ou seja, acabamos com a mão de obra escrava de catadores, dificultamos a pratica criminosa imposta pelo sistema reinante no país atraves dos famigerados ferros velhos e o que é melhor acabamos com a informalidade, gerando empregos com carteira assinada, tributos e renda licita para empresários do ramo.


Informações recentes mostram que a sucata ferrosa é responsável por 28% de todo insumo usado na produção do aço bruto nas siderúrgicas e a sucata de obsolescência corresponde a cerca de 30% deste total. Ou seja, de cada dez quilos reciclados, três vêm de produtos em desuso como lataria de veículos, geladeiras, fogões e outras estruturas de metal usados pelas famílias como suporte do seu cotidiano.


Nos últimos anos o consumo do brasileiro aumentou e, consequentemente, a geração de sucata também. Uma tendência que deve se manter devido às diversas medidas de estímulo para aquisição de bens duráveis (automóveis e eletrodomésticos) adotadas recentemente pelo governo federal com a redução do IPI. “Está cada vez fica mais fácil você trocar a geladeira, o fogão, o carro por um mais novo, e assim vai aumentando o consumo”. Isso faz com que, o tempo de vida útil dos produtos seja cada vez menor o que aumenta a oferta e demanda de negócios para os ferros-velhos.


Basta observar o crescimento do comércio de veículos automotores, por exemplo, em que as vendas passaram de 2,5 para mais de 3,6 milhões de unidades por ano. Outro dado importante é o volume de vendas de eletrodomésticos e de equipamentos para escritórios, informática e comunicação que também cresceu mais de 300% no último período, segundo pesquisas recentes. Além disso, o estudo mostra que a indústria do aço está operando com ociosidade em torno de 30% e tem espaço para projetos de expansão da capacidade produtiva.

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